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Brasileiros contam expectativas antes da 1ª etapa do Dakar

Colaborador/ Dakar

Guiga e Youssef ao lado do ASX Racing (foto: David Santos Jr / Webventure.com.br)
Guiga e Youssef ao lado do ASX Racing (foto: David Santos Jr / Webventure.com.br)

A maioria dos pilotos inscritos no Rally Dakar já levou seus veículos para o parque fechado após passar pela vistoria técnica. Nesta sexta-feria (4) são feitos apenas os preparativos finais e o primeiro briefing antes da largada do maior rali do mundo.

Os brasileiros não perderam um minuto, e já aguardam o começo da competição. Marco Baumgart, que participa da prova pela primeira vez, contou em entrevista ao Webventure que está ansioso pela estréia. “Sonho com isso desde os 10 anos de idade. Fiz o [Rally dos] Sertões pensando nessa prova”, afirmou.

Baumgart contou que “o evento é enorme, bem diferente do que estamos acostumados”. Na vistoria técnica, ele comentou que a organização é impecável, com um verdadeiro “pente fino” em todos os detalhes do carro. Apesar da rigidez, ele não viu exclusões de pilotos por terem carros em desacordo com as regras. “O pessoal vem muito bem estruturado, todos passam o ano inteiro se preparando para a prova”.

O carro do veterano Guiga Spinelli, um Mitsubishi ASX Racing, chegou a ser mencionado no site oficial da competição pois receberia atenção especial na vistoria. O piloto contou que “carro novo sempre recebe uma atenção mais detalhada, mas passamos tudo tranquilamente. Quando o veículo já é conhecido da organização, eles são mais rápidos”.

Jean Azevedo, outro competidor experiente, aproveitou para adiantar etapa. “Com a ajuda do mecânico Geraldo Lima, que veio comigo do Brasil, conseguimos instalar todos os equipamentos de segurança que faltavam logo no dia 2 de janeiro e ontem, dia 3, entrei em contato com a organização que permitiu realizar as vistorias antes do que estava previamente agendado”, explicou o piloto da Equipe Avante.

Bruno Sperancini e seu navegador Thiago Vargas também estão a postos com seu UTV Polaris, assim como Reinaldo Varela, que pilota um Can-Am. ” Toda a luta para chegar até aqui valeu a pena. Tenho certeza de que uma grande emoção nos tomará no momento em que passarmos pelo pórtico mais famoso do mundo e nos apresentarem para o grande público”, afirmou Sperancini.

Questionado se o novo local de largada alterou em alguma coisa a rotina da equipe em relação ao último ano, Spinelli disse notar poucas diferenças. “O público está bem grande esse ano, antes mesmo da largada. O local é muito bonito, à beira-mar. Lima é uma cidade linda, bem limpa e organizada.”

Estratégia. Com uma especial curta, de apenas 13 quilômetros, a primeira etapa será equivalente à um prólogo, servindo para definir a ordem de largada do dia seguinte. Para o estreante Baumgart, que está com o número 374, será um momento para subir posições. “Minha idéia é fazer a prova no estilo da Mitsubishi Cup, acelerando tudo o que dá, para tentar largar o mais na frente possível”, contou o piloto.

Já Spinelli, que está com o numeral 311, é mais cauteloso. “Vai ser uma especial bem curta, de areia, vai definir uma ordem de largada para o dia seguinte, mas não deixa de importante, porque já está valendo”, afirmou o piloto. “A especial já está dentro da cronometragem da prova, vamos entrar em um ritmo bom, mas ficar dentro da margem de segurança”, completou.

Este texto foi escrito por: Pedro Sibahi

Last modified: janeiro 4, 2013

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