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Projeto Pedais pelo Mundo visa a conscientização do uso da bicicleta


Por Felippe César Santana, especial para o Webventure | 24/06/2010 - Atualizada às 12:23

Felippe iniciou o Projeto Pedais pelo Mundo
Felippe iniciou o Projeto Pedais pelo Mundo
Foto: Arquivo pessoal/ Felippe César Santana
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Aracaju - Sergipe, meados de 2006, lá estava eu sentado no pátio da universidade tentando vender assinaturas de uma revista de Arquitetura que representava e ganhar um dinheiro extra. Ao mesmo tempo, sempre sentavam pessoas para ficar batendo papo e esperar o início de suas aulas. Em uma dessas conversas, estava com um grande amigo, José Waldson, debatemos a respeito da mobilidade urbana e sobre o uso da bicicleta como meio de transporte, ele a utilizava para ir para a faculdade todos os dias, em um trajeto de 6 km, lembro-me que achei uma distância enorme para se percorrer de bicicleta, no entanto prometi que iria comprar uma bicicleta e voltaria a pedalar, afinal, desde 2003 que já não tinha mais, pois havia vendido para trocar minha prancha de surf.


Essa promessa foi se protelando até julho do ano seguinte, quando participei de um ENEA - Encontro Nacional dos Estudantes de Arquitetura, coincidentemente iria acontecer uma oficina chamada ciclo arquitetura, ministrada pelos cicloativistas Vinicius Viana, Eduardo Green e Zé Maurício, hoje bons amigos. Antes de sair para pedalar pela cidade, pintando bicicletas nas ruas, pendurando placas para conscientizar os motoristas, foi exibido um vídeo chamado cycling friendly cities (cidades amigas da bicicleta), mostrando a cultura da bicicleta e a infraestrutura existente na Holanda, Dinamarca e Bogotá, naquele momento eu soube o que queria para mim, era o tema do meu trabalho de monografia e muito mais.

Volto então para Aracaju com um milhões de idéias, sendo a principal, comprar uma bicicleta, a Carmélia, que virá a ser minha grande companheira na volta pelo mundo. Peço então autorização do meu pai para fazer a compra da bicicleta em seu cartão e parcelo em quatro suaves prestações de R$ 300,00. Ela era perfeita para andar na cidade, inclusive para cicloviagem, uma bike híbrida, com paralamas, bagageiro e um grupo relativamente bom. Naquele momento eu já me imaginava fazendo uma grande viagem, me permitindo o contato direto por todos os espaços, trocar olhares, bons dias, boas tardes e boas noites com todos por que passar, e principalmente sem fazer um barulho significativo e sem poluir.

Engajamento - Após isso, o mergulho no universo da bicicleta foi cada vez mais profundo, cicloativismo, bicicletada, fundação de ONG, lutas políticas e consequentemente o cicloturismo, conheci projetos como o Acercando El Mundo, Valdo Vieira com o Pedalando pela Paz e me lembrei que quando criança, bem próximo de mim existia um cicloviajante, era o meu vizinho, pai dos meus amigos, uma vez por ano ia para Salvador pedalando, uma distância aproximada de 350 km, me recordo perfeitamente das suas bicicletas com equipamentos de alta qualidade, de pedalada macia e bom desempenho, foi juntando todas essas histórias que pensei pela primeira vez, eu ainda vou fazer uma volta pelo mundo de bicicleta.



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